domingo, 16 de novembro de 2014

ANÁLISE DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO: META 18


Em análise no Congresso desde 2011, o Plano Nacional da Educação (PNE) traça objetivos e metas para o ensino no País em todos os níveis (infantil, básico e superior) para serem cumpridos até 2020, o novo plano deve reestruturar a participação da União no planejamento da educação nos próximos dez anos, partindo dos problemas já identificados e mesmo os avanços já conquistados, partindo da certeza de que mesmo os avanços trazem novos desafios.
Com base no Censo Escolar de 2007, publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), o Brasil contava então com 1.882.961 de professores vinculados à educação básica, dos quais 1.288.688 com nível superior completo (68,4% do total). Destes, pelo menos 10% não possuem curso de licenciatura e um número expressivo de professores, mesmo com licenciatura, não tem a formação compatível com a disciplina que lecionam. É nos anos finais do ensino fundamental, etapa de ensino na qual as matérias começam a ser dadas por professores de áreas específicas e no ensino médio que esta proporção é maior. Os números revelam também que a maior distorção está na área de Ciências Exatas, na qual os profissionais formados nos cursos de licenciatura do país são insuficientes para suprir a demanda.
A inexistência de um Sistema Nacional de Educação no Brasil pode ser uma das razões pelas quais a profissão docente se apresenta, hoje, extremamente diferenciada e fragmentada. Estados e municípios, considerados entes autônomos, conforme a Constituição Federal de 1988, correspondem cada um a um sistema de ensino. Há professores federais, estaduais e municipais; professores concursados e não concursados; professores urbanos e rurais; professores das redes pública e particular e das redes patronais profissionais; e professores titulados e sem titulação. Essa situação origina planos de carreira distintos (ou ausência de planos), salários diferenciados e duplicação de jornada em carreiras diferentes: estadual/municipal; pública/privada; educação básica/educação superior (Oliveira, 2010). As pesquisas sobre a profissão de professor revelam exaustivamente uma série de problemas e desafios para a elevação do estatuto socioeconômico da categoria, destacando-se, dentre outros aspectos: os baixos salários predominantes; e a deterioração das condições de trabalho, esta decorrente das longas jornadas, de salas superlotadas, do crescimento da indisciplina e da violência na escola, da dificuldade em realizar atualizações de conteúdo e metodológicas, das cobranças de maior desempenho profissional (Oliveira & Feldfeber, 2006).
Mais recentemente, a Resolução CNE/CEB n. 2/2009 fixou Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública, cuja implementação certamente será um dos grandes desafios para o próximo decênio. É oportuno, frente ao necessário cumprimento das diretrizes e normas já estabelecidas e que representam bandeiras históricas dos movimentos docentes, que o PNE incorpore decisão da CONAE que diz respeito à proposição de um código de responsabilidade educacional, para que estes e outros aspectos da gestão democrática pública possam ter continuidade, independentemente das mudanças de governo (Scheibe, 2010).
Visto isso se apresentou a necessidade da inclusão de uma meta específica sobre o plano de carreira no PNE, sendo ela a meta 18, seguindo o objetivo de assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino, visando estruturar os sistemas de ensino buscando atingir em seu quadro de profissionais 90% de servidores efetivos via concurso público; a valorização do estágio probatório como condição para a efetivação; prova nacional de admissão de docentes, subsidiar os concursos de admissão pelos Estados, Distrito Federal e Municípios; ofertar cursos técnicos para formação de funcionários de escola, assim como sua formação continuada; censo dos funcionários da escola da educação básica; priorizar o repasse de transferências voluntárias  para os Estados, Distrito Federal e Municípios que tenham aprovado lei específica estabelecendo planos de carreira para os profissionais da educação.
O texto completo da meta 18 no Plano Nacional de Educação:
Meta 18 - Assegurar, no prazo de 2 (dois) anos, a existência de planos de Carreira para os (as) profissionais da educação básica e superior pública de todos os sistemas de ensino e, para o plano de Carreira dos (as) profissionais da educação básica pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal.
18.1) estruturar as redes públicas de educação básica de modo que, até o início do terceiro ano de vigência deste PNE, 90% (noventa por cento), no mínimo, dos respectivos profissionais do magistério e 50% (cinquenta por cento), no mínimo, dos respectivos profissionais da educação não docentes sejam ocupantes de cargos de provimento efetivo e estejam em exercício nas redes escolares a que se encontrem vinculados;
18.2) implantar, nas redes públicas de educação básica e superior, acompanhamento dos profissionais iniciantes, supervisionados por equipe de profissionais experientes, a fim de fundamentar, com base em avaliação documentada, a decisão pela efetivação após o estágio probatório e oferecer, durante esse período, curso de aprofundamento de estudos na área de atuação do (a) professor (a), com destaque para os conteúdos a serem ensinados e as metodologias de ensino de cada disciplina;
18.3) realizar, por iniciativa do Ministério da Educação, a cada 2 (dois) anos a partir do segundo ano de vigência deste PNE, prova nacional para subsidiar os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, mediante adesão, na realização de concursos públicos de admissão de profissionais do magistério da educação básica pública;
18.4) prever, nos planos de Carreira dos profissionais da educação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, licenças remuneradas e incentivos para qualificação profissional, inclusive em nível de pós-graduação stricto sensu;
18.5) realizar anualmente, a partir do segundo ano de vigência deste PNE, por iniciativa do Ministério da Educação, em regime de colaboração, o censo dos (as) profissionais da educação básica de outros segmentos que não os do magistério;
18.6) considerar as especificidades socioculturais das escolas do campo e das comunidades indígenas e quilombolas no provimento de cargos efetivos para essas escolas;
18.7) priorizar o repasse de transferências federais voluntárias, na área de educação, para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios que tenham aprovado lei específica estabelecendo planos de Carreira para os (as) profissionais da educação;
18.8) estimular a existência de comissões permanentes de profissionais da educação de todos os sistemas de ensino, em todas as instâncias da Federação, para subsidiar os órgãos competentes na elaboração, reestruturação e implementação dos planos de Carreira.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Conselho Nacional de Educação (CNE). Indicações para subsidiar a construção do Plano Nacional de Educação: 2011-2020. Brasília, DF, 2009.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988.  Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm>.
BRASIL. Lei n. 10.172, de 9 de Janeiro de 2001. Aprova o Plano Nacional de Educação (2001-2010) – PNE e dá outras providencias. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 jan. 2001. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10172.htm>.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CEB n. 2, de 28 de maio de 2009. Fixa as Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 29 maio 2009, seção 1, p. 41-42. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/resolucao_cne_ceb002_2009.pdf>.
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). Estudo exploratório sobre o professor brasileiro: com base nos resultados do Censo Escolar da Educação Básica 2007. Brasília, DF: MEC/INEP, 2009.
BRASIL. Plano Nacional de Educação para o Decênio 2011-2020. Projeto de Lei n. 8.035/2010. Disponível em: <http://bd.camara.gov.br>.
CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO (CONAE), 2010, Brasília, DF. Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: o Plano Nacional de Educação, diretrizes e estratégias; Documento Final. Brasília, DF: MEC, 2010. Disponível em:  http://conae.mec.gov.br/images/stories/pdf/pdf/documetos/documento_final_sl.pdf>.
OLIVEIRA, D.A.; FELDFEBER, M. Políticas educativas y trabajo docente. Buenos Aires: Centro de Publicaciones Educativas y Material Didáctico, 2006.
OLIVEIRA, J.F. A articulação entre universidade e educação básica na formação inicial e continuada de professores: demandas contemporâneas, situação-problema e desafios atuais. 2010, 17p.
SCHEIBE, L. Valorização e formação dos professores para a educação básica: questões desafiadoras para um novo Plano Nacional de Educação. Educ. Soc., Campinas, v. 31, n. 112, p. 981-1000, jul.-set. 2010

Papel do Professor

A falta de motivação e reconhecimento para os educadores tem cada vez mais interferindo na educação brasileira. Os alunos apenas estão indo para as aulas sem de fato adquirir o conhecimento, aprender.  Isso tudo tem ocorrido por falta de preparo nas aulas, apoio das escolas, falta de interdisciplinaridade entre matérias e a falta de contextualização do tema tratado em aula. Se tendo em mente que um dos principais papéis do professor dentro de uma sala de aula é fazer com que o aluno consiga ter uma aprendizagem significativa é empenho deste, tentar achar uma abordagem que faça com que isto ocorra. 

Mas para entender melhor, o que é uma aprendizagem significativa?
A aprendizagem significativa é o processo através do qual uma nova informação (um novo conhecimento) se relaciona de maneira não arbitrária e substantiva (não-literal) à estrutura cognitiva do aprendiz. É no curso da aprendizagem significativa que o significado lógico do material de aprendizagem se transforma em significado psicológico para o sujeito.

Sabendo o conceito do que é essa aprendizagem fica mais simples elaborar aulas para que se atinja esse objetivo. Jogos, dinâmicas, praticas, exposições, passeios são uma ótima maneira de expor o aluno ao conteúdo além de contextualiza-lo no meio. Estas formas de ensinar desperta o aluno e atrai o interesse, fazendo com que as aulas se tornem mas agradáveis e o dialogo professor- aluno se torne mais rotineiro fazendo com que a aprendizagem ocorra de forma natural. Além de que estas aulas ditas diferentes podem também auxiliar na aprendizagem de alunos com dificuldades, pois ocorre a visualização do tema facilitando assim a compreensão.

Para que estes profissionais consigam trabalhar os conteúdos propostos é necessário que a escola aonde leciona dê suporte e apoio para que  estas  aulas ocorram. Aulas conjugadas e contra turnos podem bastante uteis para o professor a preparar sua aula, passeios e praticas que permitam ter várias matérias envolvidas, tendo uma interdisciplinaridade escolar faz com que o aluno perceba que as todas as matérias andam em conjuntos, tendo relação uma com a outra, exemplo: química e biologia. Isto admite que o professor consiga vencer a ementa que lhe é passado no começo do ano. Percebemos, principalmente que no ensino médio, que os professores têm muito conteúdo para passar o que acaba gerando apenas aulas apenas teóricas não dando tempo para uma pratica do conteúdo, levando como consequência o aluno a decorar a matéria, não se tendo uma aprendizagem eficaz.


Este problema, se assim podemos dizer, encontrado nas escolas e colégios brasileiros só poderia ser solucionado se os profissionais da educação das escolas se reunissem e montassem um planejamento escolar que visa atender as necessidades dos professores. E estes por sua vez tentassem programar suas aulas ao longo do ano de maneira criativa fugindo um pouco da maneira tradicional, utilizando de vários recursos. Além de que se os professores se reunissem antes de planejar suas aulas poderiam propor aulas com mais interdisciplinaridade entre as matérias.

Sites para mais informação sobre o tema:

Khan Academy

A Khan Academy é uma organização sem fins lucrativos com o objetivo de mudar a educação para melhor, fornecendo educação de qualidade internacional para todos, em qualquer lugar. Esta organização possui um site no qual você pode se cadastrar tendo então acesso a todos os recursos do site.

Não importa se você é aluno, professor, aluno a distância, diretor, adulto voltando à sala de aula após 20 anos ou um leigo interessado que procura uma mãozinha em biologia básica. Os materiais e recursos da Khan Academy estão disponíveis inteiramente de graça.


Como funciona?
Os alunos podem usar uma extensa biblioteca de conteúdo, inclusive desafios interativos, avaliações e vídeos em qualquer computador com acesso à internet. Tutores, pais e professors podem ver o que os alunos estão aprendendo e fazendo na Khan Academy.

Algo interessante sobre os vídeos da Khan Academy é que, nas aulas de ciências e biologia a voz que vai dando toda a explicação é uma voz bem conhecida por quem foi criança durante o final dos anos 90 e começo dos anos 2000, é a voz do dublador brasileiro Wendel Bezerra que dublou o Goku, na série de anime Dragon Ball escrita por Akira Toriyama e animada pelos estúdios da Toei Animation.


Para ter mais informações sobre a Khan Academy você pode entrar no site em português que é pt.khanacademy.org.  

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Ensinando o cérebro a aprender melhor: 28/10/2014 - New York Times - Folha de S.Paulo


Ensinando o cérebro a aprender melhor
Por TARA PARKER-POPE
Uma boa nota sempre significa que o aluno aprendeu a matéria? E uma nota baixa significa que um aluno apenas precisa estudar mais?
Em seu novo livro "How We Learn: The Surprising Truth About When, Where, and Why It Happens" (como aprendemos: a surpreendente verdade sobre quando, onde e por que acontece), Benedict Carey, repórter de ciência do New York Times, desafia a noção de que uma pontuação alta em um teste corresponda a um verdadeiro aprendizado. Ele argumenta que, embora uma boa nota possa ser conseguida no curto prazo quando se estuda para uma prova, há grandes chances de que a maioria das informações seja rapidamente perdida.
Carey oferece aos estudantes um novo modelo de aprendizagem baseado em décadas de pesquisas sobre o cérebro, testes de memória e estudos sobre o tema. Ele vira pelo avesso a ideia de que estudar muito é a única coisa necessária para ser um aluno bem-sucedido, oferecendo uma investigação detalhada do cérebro para revelar exatamente como aprendemos.
"A maioria de nós estuda e espera estar fazendo a coisa certa", diz Carey. "Mas costumamos adotar uma noção estática e limitada de como a aprendizagem deve ocorrer."
Sessões de estudo longas e focadas podem parecer produtivas, mas é possível que você esteja gastando grande parte de sua inteligência na tentativa de se manter concentrado. "É difícil ficar sentado e se concentrar por várias horas", diz Carey. "Você está dedicando um enorme esforço só pelo fato de estar lá, quando existem outras maneiras para tornar o aprendizado mais eficiente e interessante."
Uma dica é mudar o ambiente de estudo de tempos em tempos. Em vez de ficar estudando em sua mesa durante horas, buscar um novo cenário irá criar novas associações no cérebro. "O cérebro quer variação", diz Carey. "Quer se mexer, quer fazer pausas."
Ao estudar apenas uma vez de forma concentrada, o aluno não dá sinais ao cérebro de que a informação é importante. Por isso, embora a sessão inicial de estudos dê início ao aprendizado, é a revisão, alguns dias depois, que força o cérebro a recuperar a informação -essencialmente identificando-a como importante.
Outra maneira de sinalizar ao cérebro que a informação é importante é falar sobre ela. Fazer testes e anotar informações em fichas também reforça a aprendizagem.
Outra técnica é chamada de aprendizagem distribuída, ou "espaçada". Carey a compara a regar a grama. Você pode regá-la uma vez por semana por 90 minutos, ou três vezes por semana por 30 minutos. A rega espaçada manterá a grama mais verde ao longo do tempo. Repetir as lições alguns dias ou uma semana depois, em vez de numa sequência rápida, envia ao cérebro um sinal mais forte de que ele precisa reter a informação.
Cientistas identificaram os intervalos ideais. Se a prova está marcada para daqui a uma semana, planeje duas sessões de estudo com intervalos de um a dois dias. Se a prova for daqui a um mês, comece estudando com intervalos de uma semana.
Dormir é uma parte importante de estudar bem. A primeira metade do ciclo do sono ajuda a reter os fatos; a segunda metade é importante para habilidades matemáticas. Então, um aluno que tiver uma prova de idiomas deve ir para a cama cedo, a fim de conseguir uma maior retenção durante o sono. Para os estudantes de matemática, é melhor fazer a revisão logo antes de ir dormir.
"O sono finaliza o aprendizado", diz Car

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/192742-ensinando-o-cerebro-a-aprender-melhor.shtml

sábado, 25 de outubro de 2014

O USO DO BLOG COMO FERRAMENTA DE ENSINO-APRENDIZAGEM

           O blog é uma das diversas tecnologias da comunicação e informação que são disponibilizadas na web. A aplicabilidade da ferramenta em contexto educacional terá êxito se houver uma capacitação adequada dos professores, onde o aluno é co-autor de seu processo de aprendizagem e o professor um mediador dos conhecimentos adquiridos pelos alunos. Espaço de possibilidades oferecido pelo uso dos blogs na Educação utilizando como recurso o próprio blog.
        O blog temático será para apoiar os professores dando dicas para leitura , como postar atividades no ambiente, divulgação de trabalhos.
        A primeira ideia é que o blog seja uma possibilidade de aprendizagem colaborativa dentro e fora dos muros da escola, sendo administrado de forma também colaborativa entre professores e entre professores mediadores do trabalho dos alunos representantes de turma, sendo que estes serão a via de acesso para as publicações dos demais colaboradores. 
        Relevante trabalhar o conceito de responsabilidade em rede sobre a pesquisa, a produção da informação e do conhecimento até a sua publicação, independente da mídia escolhida, texto, hipertexto, imagem móvel ou fixa, sons, músicas, Podcasts, filmes ou documentários, links...
        Tudo dependerá da disponibilidade e interesse dos professores em agregarem as potencialidades do blog como uma ferramenta valiosa no processo de aprendizagem de seus alunos. Considerar ainda  a motivação dos alunos para instigarem os professores para disponibilizarem a eles o uso deste recurso.

            Considerações que precisam ser levadas em conta antes de os alunos iniciarem a criação e o desenvolvimento de seu próprio blog.
·                     Conversar com o aluno sobre as responsabilidades inerentes à publicação na Internet.
·                  Ser leitor de blogs e, assim, aprender indiretamente novas técnicas para melhorar o já existente.
·           Os blogs fazem parte do ecossistema completo que é a Internet, isto é, não são as únicas ferramentas existentes para favorecer o modelo construtivista.”

Subsídios  teórico-práticos no uso do blog como ferramenta de ensino/recurso didático

            Na construção coletiva do conhecimento através de um projeto de blog coletivo se faz necessário um planejamento simplificado dos itens fundamentais na concepção da ideia, devendo dispor de:

            Textos informativos; enquetes (abordando situações problemas); lista de links temáticos; slides com imagens reflexivas; Vídeos (com sons); álbuns (memória fotográfica das atividades realizadas pela comunidade); para despertar nos seus usuários o desejo de ler, analisar, refletir e interferir nas informações ‘postadas’ a fim de que haja troca de saberes entre os envolvidos com o projeto.

            Caso algum membro da comunidade tenha pouco ou nenhum conhecimento técnico sobre a construção de blogs é imprescindível à capacitação tecnológica sobre o uso dessa ferramenta para que ‘todos’ os envolvidos estejam ‘estimulados’ a participar efetivamente desta construção.

           
Exemplos da funcionabilidade dos Blogs:

·         Aproximar professores e alunos.
·         Os estudantes tendem a se identificar com o professor blogueiro. Se o aluno cria um blog, os professores têm um espaço a mais para orientar o aluno;
·         Permitir maior reflexão sobre o conteúdo
Quando o professor blogueiro expõe sua opinião, está sujeito a críticas e elogios. Com isso, reflete sobre seu trabalho e faz os alunos pensar mais sobre o tema proposto
·         Manter o professor atualizado
O professor blogueiro busca em outros sites e blogs informações para compartilhar com os alunos. Isso o coloca em permanente reciclagem
·         Estimular Maior exploração e aproveitamento do laboratório de informática da escola.
·         Criar uma atividade fora do horário de aula
O estudo não fica restrito aos 45 minutos de sala de aula. Com o blog, o professor instiga os alunos a estudar mais. Eles buscam no blog desafios, exercícios e gabaritos
·         Trazer experiências de fora da escola
O blog abre as atividades da escola para pessoas de outros colégios, cidades e até países colaborarem. Isso amplia a visão de mundo da turma
·         Divulgar o trabalho do aluno e do professor
As produções do aluno ou do professor podem ser vistas, comentadas e conhecidas por qualquer internauta do mundo. Isso é um incentivo para alunos e professores se dedicarem
·         Permitir o acompanhamento
Com os blogs, os pais podem monitorar as atividades escolares dos filhos. E também ter acesso ao que o professor está ensinando. Isso não é possível com as aulas
·         Ensinar linguagem digital
Ao montar blogs, alunos e professores passam por um processo de "alfabetização digital". Aprendem a fazer downloads e outros recursos para navegar com facilidade
·         Aproximar o professor do universo do aluno, para que possa auxiliar em sua comunicação e troca de conhecimentos

 Fonte: http://profeanelise.blogspot.com/2008/08/importncia-dos-blogs-na-escola.html
 


domingo, 19 de outubro de 2014

MÉTODO CIENTÍFICO NA ÁREA EDUCACIONAL

  
                                                                                        Profª Drª Ana Lúcia Crisostimo (2014)
Docente do Curso de Ciências Biológicas da Unicentro.



O método científico está presente nos processos de produção do conhecimento provenientes de investigações na área educacional. No ensino superior saber analisar, interpretar e redigir com um rigor científico deve ser inserido na proposta pedagógica de todas as disciplinas. Geralmente o rigor científico e as regras que norteiam um texto acadêmico é exigido apenas na elaboração de projetos ou textos escritos especialmente para eventos, livros ou revistas científicas.
Com o objetivo de subsidiar também atividades pedagógicas cuja metodologia de ensino seja centrada em uma pesquisa, na organização de um seminário ou mesmo um simples trabalho de leitura e síntese de alguns textos sobre um determinado assunto que culminem na elaboração de um texto científico relacionamos alguns aspectos imprescindíveis nesta tarefa.
A elaboração de um texto científico envolve muito mais do que uma simples leitura atenta de um livro ou artigo. Requer o domínio de algumas normas e conceitos preciosos que facilitam a redação de um trabalho científico. Mas não basta apenas conhecer o método científico.  
Lembramos que o ato de escrever, seja uma simples frase ou um longo texto requer um processo cognitivo. Nosso cérebro acumula informações e em momento de sínteses desencadeamos um processo criativo. O resultado da criação pode ser algo novo ou algo que reinventamos, reelaboramos e transformamos em uma obra de arte ou um texto científico. Neste contexto podemos afirmar que a elaboração de um texto científico é precedida de um processo criativo que ocorre em nosso intelecto e que não é privilégio de alguns iluminados. As leituras de autores renomados na área que pretendemos, nossas anotações e o exercício de escrever sobre algo que elaboramos a respeito contribui para o momento que nos tornamos autores e não simples reprodutores de conhecimento.
Outro aspecto que destaco é o fator motivacional... devemos nos perguntar o que nos motiva... Qual nossos objetivos? Quero escrever uma dissertação ou uma tese, um trabalho de conclusão de curso... não importa, todos estes trabalhos precisam ser elaborados seguindo normas científicas e precisamos saber escrever... queremos nos tornar autores. Isso implica em horas de dedicação, persistência e até abnegação de algo que gostamos. Ser autor implica em entender que nosso cérebro não "dá saltos" milagrosos, ou seja, o processo de produção do conhecimento é resultado de um trabalho contínuo e desafiador de escrever, apagar... escrever, corrigir...até que o leitor (nosso interlocutor) compreenda o que queremos transmitir.    
Agora sim. Entendemos a importância da motivação, conhecemos como nosso cérebro funciona no processo criativo de elaboração, coletamos informações por meio da leitura de livros e textos que irão subsidiar meu intelecto na elaboração de um texto científico. Lembrar sempre que os autores serão citados ou parafraseados para ressaltar, ilustrar ou até contrapor nossas ideias e nunca para serem plagiados.
Vamos a alguns conselhos úteis que poderão subsidiar a elaboração de um texto científico:

1-      Faça uma análise detalhada de outros artigos ou trabalhos científicos publicados. Observe como o autor organizou o texto, se atingiu o objetivo proposto; qual a metodologia de análise empregou, se seguiu adequadamente as normas da ABNT, quais as expressões de conexão que empregou no texto (grifar algumas) e coerência textual, entre outras análises possíveis. 
2-  Organize um texto que tenha coerência textual que basicamente consiste na harmonia entre as palavras, entre as frases, isto é, quando faz sentido ao leitor (seu interlocutor imaginário) aquilo que você escreveu. Obrigatoriamente tem um início, meio e fim. Em outras palavras a pessoa que ler seu texto, independentemente de você, entenderá om o que você quis transmitir, ou seja sua mensagem.
3-  Uma maneira de facilitar a organização do texto é montar um esquema geral do texto, partindo sempre do geral para o específico (no caso da fundamentação teórica ou de um artigo, a introdução, etc.). Passe a escrever seguindo este roteiro e a partir da primeira versão do texto já elaborado citar ou parafrasear autores seguindo normas da ABNT. 
4-    Organize um arquivo impresso ou digital sobre: estrutura organizacional do artigo (título; introdução; material e métodos, resultado (discussão e análise); conclusão e referenciais bibliográficos); tabelas de conectivos e seus significados, expressões de conexão de parágrafos e frases, alguns artigos bem redigidos na área de interesse e finalmente uma síntese das novas regras gramaticais da língua portuguesa.
5-    Organize uma lista de palavras e frases indevidamente faladas na linguagem informal e que nunca deverão compor um texto científico.
6-  Crie um estilo de escrever que prime pela simplicidade de expressão de fazer com que as pessoas te compreendam. Regra simples da comunicação verbal e textual. Rebuscar sim, teu leitor ou orientador espera isso, ouse na versão final ou recorra a suas anotações (expressões de texto).
7- Ressaltamos que a organização de textos difere seu formato no tocante a eventos, revistas e outros, pois seguem normas específicas, disponíveis nos ambientes virtuais onde estão alojados, disponíveis a quem vai fazer a submissão.
8- Releia com atenção o que escreveu. Deixe o texto "descansar", ou melhor seu cérebro “desligar do texto”, por algum tempo (lembre-se das etapas do processo de criação) e novamente leia o texto e corrija antes de entregar. Aposto que seu texto pode ser melhorado.

Mais informações sobre metodologia científica poderão ser fornecidas por um mestre orientador ou acessado em meio digital. Sugiro que você em suas leituras assinale e complemente estas ferramentas que, com certeza, serão utilizadas na elaboração de um texto que segue o rigor das normas científicas. A surpresa de seu empenho e desprendimento será um elogio de seu orientador, seu texto aceito em um evento científico ou revista científica sem correções.     





Autora: Profª Drª Ana Lúcia Crisostimo (2014). Professora da Disciplina de Prática de ensino I do Curso de Ciências Biológicas da Unicentro.